O Príncipe Herdeiro ao trono do Japão, Naruhito, visitou o Pavilhão Japonês na quinta-feira (dia 19), abrindo seu primeiro compromisso no Estado de São Paulo. A expectativa era grande para a recepção do Príncipe, principalmente porque em São Paulo vive a maior comunidade nikkei do país.
Apesar do atraso de cerca de 20 minutos, sua vinda ao Pavilhão Japonês teve todo o brilho esperado e, assim como as visitas que fez no Brasil, as quebras de protocolo marcaram o dia do Príncipe Herdeiro no Parque do Ibirapuera.
A chegada de Naruhito ao Pavilhão Japonês estava marcada para as 16h12, mas o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que trazia o Príncipe e a comitiva com cerca de 50 pessoas que o acompanhava aterrissou às 16h05 no aeroporto de Congonhas. Depois de ser recepcionado, todos seguiram em direção ao Ibirapuera passados dez minutos, às 16h15. A Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) já estava a postos no entorno do Parque desde as 14 horas e o Príncipe entrou no Pavilhão Japonês às 16h35.
Momentos antes, na chegada ao parque, Naruhito foi recebido por escoteiros que levavam bandeiras do Brasil e do Japão. Ele reverenciou o Monumento em Homenagem aos Pioneiros da Imigração Japonesa, onde se encontram os nomes dos primeiros imigrantes japoneses trazidos ao Brasil.
Dentro do Pavilhão, o Bunkyo organizou um forte esquema de segurança para que tudo corresse da melhor forma possível, determinando dois pontos fixos para a cobertura da imprensa, além do local de cada um dos convidados. A equipe de festividades do Centenário da Imigração recepcionou os jornalistas credenciados desde as 15 horas, distribuindo os crachás de identificação e tirando eventuais dúvidas.
Chegada ao Pavilhão Japonês
Logo na entrada o Príncipe cumprimentou com um saudoso aperto de mão os representantes do Bunkyo e do Pavilhão Japonês. Kokei Uehara, presidente do Bunkyo, Léo Otta, Cristina Sagara e outros membros do Bunkyo tiveram a honra de receber o Príncipe na entrada do local, seguindo visita pelo jardim japonês. Lá o Príncipe pôde apreciar o pinheiro, variedade kuro matsu, plantado por seus pais - atual casal imperial do Japão - em sua primeira visita ao Brasil, em 1967.
Originalmente o kuro matsu foi plantado no jardim da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no bairro da Liberdade, mas depois foi replantado no jardim do Pavilhão por causa da vulnerabilidade à poluição no antigo local e de sua importância para a comunidade brasileira.
Na seqüência, Naruhito se dirigiu ao marco comemorativo do Centenário do Tratado de Amizade Brasil-Japão, inaugurado por sua irmã, a princesa Sayako, em 1995.
Depois de passar pelo jardim japonês, a comitiva adentrou o salão principal, onde está alojada a exposição de shodô do Mestre Teshima Tairiku. Esta área estava vetada à imprensa, mas depois o professor Kokei Uehara contou aos jornalistas que o Príncipe ficou contente ao ver a arte da caligrafia japonesa representada em uma exposição.
Em seguida o Príncipe seguiu para o lago de carpas. Da sacada ele apreciou as diversas carpas coloridas que vivem no local. Cristina Sagara trouxe ração para os peixes e Naruhito pôde alimentá-los.
A visita continuou pelo corredor que une o Pavilhão ao Salão de Exposição, também conhecido como "Ponte da Amizade Brasil-Japão", pois une dois jardins diferentes, cada um com plantas típicas de ambos os países. Naruhito fez uma pausa para apreciar a natureza, enquanto fotógrafos brasileiros e japoneses aproveitavam para tirar diversas fotos, e depois seguiu pelo corredor até o Salão de Exposição.
Quando chegou ao espaço expositivo, Naruhito mostrou-se interessado em conhecer a origem das peças, as técnicas de produção dos vasos e sua história. Kokei Uehara e Cristina Sagara explicavam-lhe os detalhes. Na saída, diversas crianças e idosos o esperavam com bandeirinhas do Brasil e do Japão, acenando e tentando chegar o mais próximo possível do Príncipe.
O dia da visita de Naruhito ao Pavilhão Japonês foi marcado por muita emoção e alegria, inclusive por parte das equipes do Pavilhão Japonês, Consulado e Centenário, trabalhando em conjunto para fazer o melhor neste momento histórico da visita do Príncipe Naruhito ao Brasil em pleno ano de Centenário da Imigração Japonesa.
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