| A festa do Centenário da Imigração no Sambódromo |
|
|
| Por Célia Abe Oi / Fotos: Gabriel Seisho Inamine | |||||||
| 24 de junho de 2008 | |||||||
Página 1 de 5 Acompanhe os detalhes da festa do Centenário que ocupou a pista de 530 metros de comprimento de 14 metros de largura do Sambódromo do Parque Anhembi (Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo). Cerca de 25 mil pessoas ocuparam as arquibancadas do Sambódromo e assistiram aos desfiles de bandas, de marinheiros, oficiais militares, danças e músicas folclóricas japonesas, performance de taiko e parte de uma escola de samba. Centenário da Imigração Japonesa, a festa paulista no Sambódromo Primeira parte do espetáculo, enquanto o príncipe não chegava. Cidade com o maior número de descendentes de japoneses do Brasil, São Paulo esforçou-se para não fazer feio na comemoração dos 100 anos da chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos. Somente aqueles que acompanharam os bastidores serão capazes e enumerar e narrar os inúmeros desencontros protagonizados por seus organizadores ao longo dos últimos três anos em nome do Centenário da Imigração Japonesa. Nos dias que antecederam às festividades, coube ao público viver momentos de grande ansiedade: para evitar tumultos, os interessados foram orientados pelos organizadores a fazer suas inscrições (pela internet ou pessoalmente). Já cientes de que a demanda superava a oferta de ingressos (todos gratuitos), eles estabeleceram que os mais velhos teriam prioridade. "Mais velhos" se referia a qual idade? Como garantir a presença de outros membros da família, ou seja, os "menos velhos"? E dos jovens desejosos de ver a festa? O resultado disso foi que, no Edifício Bunkyo, na semana que antecedeu ao dia 21, ocorreram cenas lamentáveis (e revoltantes!) de senhores e senhoras de idade avançada (muitos deles vindos do interior) esperando, horas a fio, na fila por um ingresso para poder "ver" o príncipe e participar da festa. De um lado, voluntários alterados (nervosos, cansados, noites sem dormir organizando a distribuição dos ingressos); de outro, público alterado (todos impacientes para conquistar o direito de assistir à grande festa prometida pelos organizadores e enfocada nas incontáveis reportagens em jornais, rádio e televisão). Depois de conquistar o suado ingresso, no dia da festa, outra maratona - a dificuldade para encontrar o respectivo portão de entrada, agravada por uma chuva que ia-e-voltava, gelando o corpo e molhando os sapatos. Faturaram mesmo, os vendedores de capa de chuva plástica (cada R$ 3,00, duas R$ 5,00). Na arquibancada, outro problema - como driblar a água acumulada para poder se sentar? Enquanto isso, debaixo da arquibancada B, do setor vermelho (em frente ao palanque oficial) a movimentação era intensa: alí fora montado um dos pontos de encontro dos grupos artísticos que se apresentaram na pista do Sambódromo. Na parte oposta, outra aglomeração - dali, começaram os desfiles de outros grupos. |
|||||||
| < Anterior | Próximo > |
|---|