| Príncipe Naruhito visita o Bunkyo e faz doação da Casa Imperial |
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| Por Célia Abe Oi | ||||||
| 25 de junho de 2008 | ||||||
Página 2 de 4 A chegada do príncipe herdeiro Logo de manhã, com as ruas em torno do Bunkyo já impedidas pelos policiais do trânsito, centenas de pessoas buscavam os melhores postos para ver a passagem do herdeiro da Casa Imperial. Nos postes do bairro da Liberdade, bandeiras do Japão e o Brasil enfeitavam o caminho da comitiva que, depois do Bunkyo, seguiu para a Faculdade de Direito (USP), no Largo São Francisco, no centro da cidade. Dentro do Edifício Bunkyo, desde as 8 horas da manhã, os convidados (os homens, todos regiamente de terno escuro e gravata e as mulheres, de duas peças) se movimentavam em busca dos locais reservados. Os que ficaram no hall de entrada (cerca de 120 pessoas) receberam as duas bandeiras (Brasil e Japão) e orientados para acená-las quanto da entrada do príncipe. Os indicados para o 9º. andar, sem as bandeiras, deveriam manter-se em respeitoso silêncio. Antes da chegada do ilustre visitante: ansiedade de todos. Foram escolhidos para postar-se na primeira fila, junto ao tapete vermelho (estendido desde a calçada e até a entrada dos elevadores!), sete pessoas com mais de 99 anos de idade. Ansiosos também os jornalistas (foram mantidos em dois bolsões pelos organizadores) pela possibilidade de captar a melhor cena (afinal, era previsível que o príncipe cumprimentaria alguns deles!). Fora do protocolo, mas previsível, o príncipe chegou pontualmente às 10h15 e, ao entrar no hall, dirigiu-se diretamente para os idosos. O primeiro deles, surpreendido com a situação, ficou sem saber o que fazer quando viu a mão do príncipe estendida em sua direção. Passou a bandeira para a mão esquerda, limpou a palma da mão na roupa, mas lhe faltou coragem para tocar a mão do príncipe. Ao final, acabou abaixando a cabeça em respeitosa reverência. Que mundo de informações passou pela cabeça desse senhor nos curtos segundos que durou essa cena? Ao final da recepção, o depoimento de um deles: "vivi uma emoção que nunca vou esquecer até o fim de minha vida". Depois de apertar as mãos de todos deles, sempre ostentando um "quase sorriso", ele encaminhou resoluto para o elevador, acompanhado pelo anfitrião Kokei Uehara (presidente do Bunkyo e da Associação do Centenário), pelo embaixador do Japão Ken Shimanouchi, pelo cônsul geral do Japão Masuo Nishibayashi e por uma comitiva de cerca de 25 pessoas. Fotos: Alinne Rezende |
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