| Príncipe Naruhito visita o Bunkyo e faz doação da Casa Imperial |
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| Por Célia Abe Oi | ||||||
| 25 de junho de 2008 | ||||||
Página 3 de 4 Visita ao Museu da Imigração Japonesa No 7º. andar do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB), o príncipe herdeiro foi recebido por Takeshi Kurihara, presidente da Comissão Administrativa do Museu, encarregado que acompanhá-lo pela exposição permanente. No meio dessa rápida visita, conforme programado anteriormente, ele parou para observar o acervo referente a Wasaburo Otake, um japonês que chegou ao Brasil em 1890. Retornou ao Japão quatro anos depois e trabalhou na Embaixada brasileira até o advento da Segunda Guerra. Sua maior contribuição para a história da imigração japonesa foi a publicação dos dicionários de japonês/português e português/japonês (a primeira edição foi em 1918) que serviram como verdadeiros "livros de cabeceira" para os imigrantes. O neto de Wasaburo Otake, o advogado Kazuo, que reside no Japão, veio ao Brasil especialmente para esse evento e esteve presente nesse local. Fotos: Cinara Piccolo Em seguida, o príncipe Naruhito e comitiva subiram os dois lances de escada até o 9º andar para continuar a visita. Ali estavam os jornalistas e convidados (diretores do Bunkyo, do Museu de Imigração Japonesa e da Associação do Centenário). Olhou com interesse o poema intitulado "Estrada" ou "Caminho", de autoria da imperatriz Michiko do Japão, dedicado à terceira visita feita ao Brasil, em 1997. Depois passou os olhos na exposição que enfoca os 50 anos do pós-guerra e outra de fotos sobre os 100 anos da chegada do navio Kasato-Maru. Percebeu-se que ele demonstrou especial atenção às fotos em que estavam membros da família imperial japonesa. Depois de dar meia volta nesse espaço, os visitantes pararam sobre um tapete estendido, em frente aos painéis de Seiji Togo, para a cerimônia de entrega de uma doação enviada pela Casa Imperial. Momento histórico e os cerca de 40 jornalistas se espremiam no reduzido bolsão para garantir a melhor imagem. Inicialmente, falou ao microfone o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Masuo Nishibayashi, anunciando a doação enquanto um dos funcionários providenciava uma bandeja quadrada, em charão, gravada com os brasões da Família Imperial em dourado. Envelope branco, de papel especial, com ideogramas escritos à mão (na parte superior escrito "Imperador e Imperatriz" e no lado oposto, embaixo, o nome do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil). Em torno dele, dois cordões, também de papel, um branco outro preto. Antes da entrega do envelope, príncipe Naruhito explicou que o imperador e a imperatriz decidiram colaborar com o trabalho do Bunkyo e o Museu após refletirem sobre o presente que poderiam enviar neste momento tão importante da imigração japonesa no Brasil. Terminada a fala, o presidente do Bunkyo pegou delicadamente o envelope com as duas mãos e, segurando-o firmemente, agradeceu à doação. O valor ainda não foi divulgado. Em seguida, de acordo com a programação, estava previsto que o agradecimento de Kokei Uehara seria feito no microfone. Mas, envolvido pela emoção esqueceu-se desse detalhe. Em voz baixa, em pé, diante do príncipe, falou por quase 40 segundos. Fotos: Gabriel Inamine |
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