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Página 1 de 3 Nesta edição de homenagem aos idosos acima de 99 anos as dificuldades não foram diferentes. Mas, o fato é que muitos dos homenageados e seus familiares fizeram um esforço especial para prestigiar a festa.
Cadeiras de rodas, andares, bengalas, braços dos filhos foram os aliados complementares nesta cerimônia. Não se pode falar que foi a solenidade mais organizada dos últimos tempos, mas contou com a condescendência de todos.
A senhora Nayo Harada, de Mogi das Cruzes, agradeceu com um sonoro "arigatô gozaimashitá"
Mesmo tentando prever todos os detalhes, fato é que muitos fatores extras concorrem para fazer desta, uma cerimônia única. Exigem-se cuidados especiais, principalmente quanto às dificuldades de locomoção. Um evento com esse, requer, também, paciência de todos: promotores e familiares.
A homenagem contou com a presença
de parentes e amigos
Às vezes, a deficiência auditiva não permite ouvir, com clareza, o seu o nome sendo anunciado. Outras vezes, mesmo sabendo que o seu nome está sendo chamado, ele tem dificuldades para levantar-se de pronto e dirigir-se ao centro do palco.
Enfim, comemorar um século - para alguns, mais de um século - é um privilégio dado pela vida para poucos. Portanto, concede-se tudo, principalmente os intermináveis minutos para se chegar até à frente do palco para poder receber, na frente de todos, as suas homenagens.
Percebia-se um clima familiar na homenagem, com os membros da diretoria e representantes do Banco Real (o patrocinador do evento) se revezando para a entrega dos presentes. Na parte da platéia, presentes atentos para fotografar o grande momento do avô (ou bisavô).
De vez em quando, no Salão Nobre era invadido pelo cheiro de comida japonesa sendo preparada pelo bufê contratado para servir o almoço.
A ala infantil iniciou as apresentações
Encerrada a entrega solene, iniciou a partir, vamos assim dizer, artística do evento. Foi o momento em que os homenageados foram brindados com uma rara oportunidade: um show especial da família Hibiki, com apresentação de dança japonesa.
O show começou com duas apresentações da ala infantil da família, seguindo depois a vez dos irmãos Akito e Kazuma e de Yuka que foram o Hibiki Family, três profissionais (dois são nisseis) do showbusiness do Japão que, através de uma série de apresentações, nestes períodos de comemoração do Centenário, demonstraram seu inesgotável talento para exaltar a estética do bailado japonês e, também, porque não, fazer rir.
Quando parecia que o máximo tinha acontecido - e de fato acontecera - em matéria de dança - foi a vez da música. Vestida de quimono, Juliana Suzuki chegou com sua pequena flauta transversal (yokobue), discretamente.
Show do Hibiki Family
Aos primeiros acordes da série inicial de músicas tradicionais japonesas, silêncio total na platéia. Nesse momento, percebeu-se que, juntamente aos sons melodiosos da pequena flauta, iam crescendo as vozes acanhadas dos velhinhos cantando as músicas. Uma espécie de encanto mágico envolveu homenageados e familiares, naquele exato momento, só era possível relembrar e celebrar as coisas boas acontecidas nestes 100 anos.
Com os olhos marejados, muitos deles tiveram certeza que emoção também tinha lugar nesta comemoração, felizmente. Quem teve o privilégio de viver esses momentos, não os esquecerá jamais.
Juliana Suzuki encantou o público
com músicas tradicionais japonesas
Na saída do Salão Nobre (onde foi realizada a cerimônia) para o hall do Grande Auditório para o almoço, outra surpresa. Os integrantes do Hibiki Family esperavam para cumprimentar os homenageados. Um momento de tietagem com esse dá emoção às relações humanas e proporciona laços inesquecíveis do artista com o público e vice-versa. Um reforço para fazer desta homenagem um evento digno do Centenário.
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