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Homenagem ao Brigadeiro Agostinho Shibata Imprimir E-mail
Por Francine Sayuri Shimizu   
23 de julho de 2008

06.jpgNo dia 16 de julho, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) e diversas entidades nipo-brasileiras realizaram a Cerimônia de Homenagem ao Brigadeiro-de-Infantaria da Aeronáutica e Chefe do Centro de Operações Terrestres da Aeronáutica (COTAR), Agostinho Shibata.

A solenidade começou às 19h20, tendo Carlos Kendi Fukuhara como mestre de cerimônia, e contou com a presença 80 pessoas, inclusive 34 líderes de entidades nikkeis.

Logo após serem executados os hinos do Japão e do Brasil, o advogado Kiyoshi Harada deu início à homenagem. Em sua fala, Harada ressaltou que o posto de Brigadeiro de Infantaria da Aeronáutica conquistado por Agostinho Shibata representa "o esforço de muitos dos imigrantes japoneses, que suportaram duras agruras no Governo de Getúlio Vargas, durante a Segunda Guerra Mundial. Graças a eles, atualmente os filhos e netos gozam do mais alto prestígio na sociedade brasileira", disse o advogado. Ele também destacou a importância da família, especialmente da esposa de Agostinho Shibata, a issei Kiyoko Shibata, para que o Brigadeiro alcançasse sucesso na carreira.

Harada fez a leitura do currículo de Agostinho Shibata, que inclui os cargos de Comandante da Cia. de Comando do Quartel General do Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), Chefe da Divisão de Operações do Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER) e Chefe do Gabinete da Secretaria de Finanças da Aeronáutica (SEFA).

Já o presidente do Bunkyo, Kokei Uehara, se disse muito emocionado com a conquista do Brigadeiro. Uehara relembrou que, assim como ele, durante a infância, Agostinho Shibata e sua esposa andavam diariamente vários quilômetros a pé até chegarem à escola. "Antes eles andavam a pé e hoje estão aqui para receber esta homenagem. Isto é fruto não do trabalho individual, para o "eu", mas para nós."

Ele também citou a cidade de Registro - local onde o Brigadeiro nasceu - como uma das importantes cidades das frentes de colonização do Estado de São Paulo, principalmente em um período difícil da Segunda Guerra. "Esta região, onde V. Excia. nasceu e passou a juventude, lhe ofereceu importantes elementos de formação pessoal, principalmente nesta idade da infância e da adolescência, em que a personalidade e os valores ainda estão se estruturando", disse Kokei.

Tendo posse das palavras finais, Agostinho Shibata agradeceu à homenagem e reafirmou a família como principal apoio em sua carreira. Ele referiu-se à esposa como "um sustentáculo" para o seu equilíbrio.

Ele relembrou do pai que veio ao Brasil em 1927, fixando-se na região Norte. Com o surto de malária que assolou a região, decidiu mudar-se para a cidade de Registro, onde Shibata teve contato com o beisebol. "Apesar de eu não ser um jogador de destaque, tenho certeza de que naquele momento já estava sendo educado, fortalecendo meu espiríto de corpo que depois me ajudou no cargo. Sou muito grato por ter sido educado na comunidade nipônica no Brasil", finalizou o Brigadeiro.

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