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Foram realizados ontem a entrega oficial do banco de dados do Projeto Ashiato ao Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil e ao Memorial do Imigrante, com a presença dos voluntários e representantes do Banco Real, e o lançamento do catálogo da exposição "O Japão em cada um de nós", no Salão Nobre do Bunkyo.
Lidia Yamashita, responsável pelo projeto, explicou sobre o Ashiato e seu maior agradecimento foi aos voluntários. Graças ao trabalho deles, será possível deixar dados acessíveis para gerações futuras de estudiosos ou interessados. "A gente agradece, de coração, o trabalho que esse pessoal todo fez", disse a representante dos voluntários, Florinda Aragaki.
Para Milton Nakamura, superintendente do Banco Real, o banco de dados deve ser divulgado para dar oportunidade a outras pessoas consultarem. Nomes encontrados "mexeram com emoções de pessoas", de acordo com Ana Maria Leitão, diretora executiva do Memorial do Imigrante.
Após a entrega orei, de gratidão aos voluntários, Kokei Uehara, presidente do Bunkyo, foi responsável pelas palavras de encerramento, afirmando que "o Brasil está caminhando para a integração cultural".
Os totens, terminais de consulta, estão localizados no 3º andar do prédio do Bunkyo. A consulta é gratuita e aberta ao público.
O Projeto Ashiato, idealizado por Leda Shimabukuro, teve como objetivo preservar da história e permitir que os descendentes conhecessem suas origens. Cerca de 126 voluntários da comunidade nipônica foram mobilizados para transcrever registros de embarque de imigrantes japoneses que viajaram em 322 navios, no período de 1908 e 1972. O grupo foi composto de idosos acima de 75 anos, pois somente eles entenderiam os ideogramas arcaicos. A digitalização dos nomes foi coordenado por Lidia Yamashita.
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