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Cônsul geral Masuo Nishibayashi despede-se de São Paulo Imprimir E-mail
Por Célia Abe Oi   
22 de dezembro de 2008
05.jpgNo ar, a despedida e o lamento de uma permanência que poderia ter se estendido por mais tempo. No entanto, a burocracia exige que o retorno ao Japão seja realizado no próximo dia 5 de janeiro e, daí, iniciar os preparos para uma nova missão (que ainda não sabe onde será).

Esse foi o clima da despedida do cônsul-geral do Japão em São Paulo, Masuo Nishibayashi, na noite do dia 19 de dezembro, no Salão Nobre do Bunkyo.  

Diante de uma platéia formada por cerca de 200 pessoas, incluindo representantes das principais entidades nipo-brasileiras, inicialmente ocorreu a saudação do presidente do Bunkyo Kokei Uehara como representante dos anfitriões. Uehara ressaltou o importante papel desempenhado pelo cônsul-geral durante as festividades comemorativas do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. "Ele foi muito caloroso e somos gratos por isso", afirmou o presidente.

O cônsul-geral Nishibayashi abriu sua saudação confessando: "para falar a verdade, queria ter permanecido mais tempo. Queria conhecer mais a cidade, o país," já que grande parte dos três anos e quatro meses que esteve no Brasil foram dedicados ao centenário da imigração japonesa. Foi, sem dúvida, um grande desafio, reconhece o cônsul-geral, como também um grande privilégio participar da organização da festividade e da recepção ao príncipe herdeiro do Japão.

04.jpgEm sua mensagem, Nishibayashi destacou quatro pontos fundamentais de sua permanência frente ao Consulado Geral em São Paulo. O primeiro, logicamente, refere-se às festividades do Centenário que "foram um grande sucesso", apesar de uma série de problemas. Disse ter ficado muito impressionado com o alcance da celebração que extrapolou os limites dos nipo-brasileiros e espalhou-se por todo o país. Lembra que nas comemorações anteriores da imigração, essas festividades foram comandadas pelos descendentes de japoneses, mas, desta vez, houve um intercâmbio maior com a sociedade brasileira e, na realidade, houve uma grande influência e participação da mídia.

No segundo ponto, lamentou (e pediu desculpas) não ter conseguido prestigiar todas as festas organizadas pelas entidades nipo-brasileiras, diante das centenas de convites que chegavam durante todo o ano de 2008.

No terceiro ponto, disse estar muito satisfeito em constatar que, novamente, o Brasil está virando moda em seu país. No ano passado, principalmente, foram muitas autoridades que visitaram o país, ansiosos "para criar nossos patamares de intercâmbio entre os países".

Em quarto lugar, o cônsul geral disse da feliz coincidência de servir num país em que seu pai esteve trabalhando na década de 50, sediado no Rio de Janeiro. Contou que, em sua ida a Lins, descobriu que seu pai, que atuava como consultor, visitara a cidade há várias décadas atrás. Garantiu que, retornando ao Japão, irá visitar o tumulo do pai e "relatar a emoção" dessa experiência inusitada.

"Gostei da vida de São Paulo", garantiu o cônsul-geral Nishibayashi, "não sei para onde serei enviado em minha próxima missão, mas, independente disso, guardarei para sempre em meu coração a lembrança dos dias que passei entre os senhores".

 Terminada a solenidade, os convidados dirigiram-se para o hall onde foi servido o  jantar e os convidados puderam se confraternizar com o casal Nishibayashi.

Confira as fotos (clique para ampliar):


Fotos: Célia Abe Oi / Comunicação - Bunkyo

 
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