Home arrow Notícias arrow Fotos arrow A festa do Dia das Meninas no Pavilhão Japonês
A festa do Dia das Meninas no Pavilhão Japonês Imprimir E-mail
Por Kenia Gomes e Tatiana Akemi Maebuchi   
16 de março de 2009
09.jpgO Pavilhão Japonês recebeu o público neste final de semana, dias 07 e 08 de março, com a 5ª edição do Hina Matsuri - Festival das Meninas. Aqueles que prestigiaram o evento puderam conhecer um pouco da cultura japonesa participando de atividades programadas não só para as meninas, mas a todos os visitantes.

No sábado, jovens, famílias e senhoras participaram das oficinas de origami e acompanharam com atenção as dobraduras de papel se transformarem em flores, corações, objetos geométricos de decoração e belos tsurus (grou, um tipo de pássaro que, na tradição japonesa, simboliza prosperidade).

Os movimentos dos voluntários que trabalharam no evento eram seguidos pelos olhares daqueles que experimentavam a magia da transformação do papel colorido. Quem quisesse se arriscar a fazer sozinho seus tsurus podia consultar um passo-a-passo impresso disponível nas mesas.

Em homenagem às meninas, foram montados marcadores de página para serem decorados com os quimonos de origami feitos pelos visitantes. Os marcadores depois de prontos representavam delicadas bonecas japonesas.

Outras crianças se impressionaram com o otedamá (jogo de saquinhos de feijão). Os saquinhos são arremessados ao ar para depois serem apanhados, aumentando em um o número de saquinhos a cada arremesso.

Nas brincadeiras típicas, não havia limites para ensinar e aprender. Em alguns momentos, os voluntários mostraram aos inexperientes o ayatori, um cordão amarrado pelas pontas que podia ser trançado e solto dos dedos tomando vários formatos, como por exemplo, o de vassoura, estrela ou torre.

Em outras situações, os visitantes surpreendiam os voluntários, mostrando habilidade nesta brincadeira e montando desenhos muito mais elaborados que resultavam de várias tramas do cordão.

Quimonos e bonecas

No "Cantinho do Kimono", os visitantes puderam se sentir por um momento no Japão. Trajados com hapi (espécie de blusa usada em comemorações) ou com yukata (quimono de algodão utilizado no verão), e calçando zori (sandálias japonesas), posaram para fotos em uma ala do Pavilhão Japonês que foi construída no Japão. Este espaço é uma versão moderna dos elementos da arquitetura tradicional japonesa, presentes no Palácio Imperial Katsura, em Kyoto.

20.jpgA exposição de kokeshi trouxe diferentes exemplares das bonecas japonesas de cabeça grande e sem braços ou pernas - traços que caracterizam este tipo de boneca de madeira. Além dos modelos tradicionais, a coleção de kokeshi criativas do artista plástico Caíto foi apresentada ao público. Entre as peças, modelos raros com cabeças que lembram pincéis, outras que parecem inspiradas em nossas baianas e também miniaturas do tamanho da unha do dedo mindinho.

A mostra permanecerá em cartaz até o dia 5 de abril e é uma experiência de sensibilidade aos variados mitos relacionados a kokeshi, além de ser uma aula de harmonia e dedicação. A madeira é preparada cinco anos antes de se iniciar o trabalho de escultura da boneca.

Música e arte

Já no domingo, o festival contou com a bela apresentação de koto com o Grupo Seiha Brasil de Koto, composto pela professora Tamie Kitahara e alunos. Foram interpretadas quatro peças infantis ("Sakura Sakura", "Hato popo", "Churippu" e "Nanatsu no ko"), além da música de primavera "Haru no Umi" e da famosa peça pop sobre Okinawa intitulada "Shima Utá". Tamie Kitahara diz que o objetivo do grupo é "mostrar a cultura japonesa" e conta que alguns de seus alunos não são descendentes de japoneses.

30.jpgFoi realizada ainda a oficina de oshibana art, com a professora Mirian Tatsumi, que estudou a técnica durante quatro anos no Japão, na Escola Fushigina Hana Club. Ela conta que desde crianças até adultos, entre homens e mulheres, participaram da atividade. "Eles aprendem como é oshibana, como são as flores desidratadas e suas cores", explica.

Apesar de as flores estarem secas, elas apresentam cores muito vivas e nítidas, o que impressionou muitas pessoas, segundo a professora. E não apenas flores são utilizadas nessa arte: vegetais, frutas e suas cascas também podem ser aproveitadas.

Assim como no dia anterior, os visitantes puderam se divertir com as brincadeiras tradicionais, aprender dobraduras, experimentar quimonos e conhecer as kokeshi dos seguintes colecionadores: Caíto, Associação Aomori Kenjin do Brasil, Associação Hokkaido de Cultura e Assistência, Associação Miyagi Kenjinkai do Brasil, Associação Fukushima Kenjin do Brasil, Associação Cultural e Assistência Iwate Kenjinkai do Brasil, Yamagata Kenjinkai do Brasil e Associação Cultural e Recreativa Akita Kenjin do Brasil.


Apoio:
Prefeitura do Município de São Paulo - Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, e do Consulado Geral do Japão em São Paulo


Colaboração:

Ikoi-no-Sono

Voluntários

Andrea Campello de Almeida
Camila Harumi Adachi
Camila Tanami
Claudia Mitie Tanami
Cristiane Megumi Hayato
Cristina Akemi Tarui
Daniel Yugo Nakazato
Douglas Tanami
Elizabeth Horsi
Elza Tiemi Tomita
Everton Daniel Nakashima
Fabricio Bomjardim da Silva
Marcia Tomi Nishide
Jimmy Seigo Iju
Juliana Harumi Sato
Luanna Hatsuko Fujimoto
Luciana Sayuri Yona
Luciano Nunes de Souza
Maria Cecilia Tiburcil
Marjorye Kametani
Mauricio Mitsuo Sugimoto
Mayra Nojima
Mirian Suzuki
Patricia Mayumi Tamashiro
Renata Cristina Reis Silva
Susan Toshimi Kakihara
Teresa Marcia de Lima
Wellington Groppo

Oshibana Art

Mirian Sanae Ueda Tatsumi
Emilia Iumi Terabayashi
Neide Tomoko Takayama
Rosaria Nakayama Reimão
Matiko Adati Ueda

Bunkyo

Roberto Okinaka - Curador da Exposição
Léo Sussumo Ota - Presidente
Cristina Sagara - Vice-presidente
Seiji Ito - Vice-presidente
Harumi Goya
Eduardo Goo Nakashima
Massahiro Nakamura


Confira fotos (clique para ampliá-las):


Fotos: Kenia Gomes e Tatiana Akemi Maebuchi / Comunicação - Bunkyo

 
< Anterior   Próximo >