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Embaixador Shimanouchi: Brasil-Japão, tecnologia em novos projetos Imprimir E-mail
Por Célia Abe Oi e Tatiana Akemi Maebuchi   
25 de maio de 2009
shimanouchi_tomaz_zanotto.jpgAs relações econômicas entre Brasil e Japão estreitaram-se nos últimos anos. Atualmente, há maior interesse dos japoneses pelo Brasil, que ocupou a sexta posição no ranking de países com “perspectivas para investimentos japoneses nos próximos anos”, ultrapassando os Estados Unidos.

Shimanouchi fala sobre o tema, ao lado de Zanotto e do cônsul-geral Kazuaki Obe

Essa foi uma das declarações contidas na palestra sobre “A Crise Econômica Mundial e a Relação Bilateral Brasil-Japão”, proferida pelo embaixador do Japão Ken Shimanouchi, no último dia 13 de maio, na sede da Fiesp.

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Auditório lotado, cerca de 200 pessoas
O concorrido evento contou com a presença de cerca de 200 pessoas e foi organizado pelo Bunkyo, em conjunto com a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP/CIESP, a Federação das Associações das Províncias do Japão no Brasil - Kenren, a Câmara do Comércio e Indústria Japonesa do Brasil e o Banco Real.

Após a abertura feita por Tomaz Zanotto, diretor titular do Derex (Departamento de Relações Exteriores e Comércio Exterior da Fiesp), exaltando a palestra do embaixador e da saudação de Kihatiro Kita, presidente o Bunkyo, Shimanouchi iniciou a sua apresentação.

Após os agradecimentos, o embaixador relembrou do sucesso das festividades do Centenário da Imigração Japonesa no ano passado, ressaltando “o elevado conceito que os imigrantes japoneses e seus descendentes conquistaram junto à sociedade brasileira”.

A seguir, acompanhe os principais itens da palestra.

Tecnologia e sustentabilidade em novos projetos

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Na mesa principal, os representantes das entidades promotoras do evento
Para Shimanouchi, ambos os países “avançam para os chamados setores de ponta para liderar o mundo, fazendo interagir o capital, a tecnologia, os recursos naturais, e também o mercado”. Com base em “diversidade e interação”, a palavra-chave é “tecnologia”.

O próximo projeto de comunicação será o desenvolvimento e a difusão da rede de telefonias celulares de última geração. Outra área é o projeto do trem de alta velocidade do Japão, o Shinkansen, entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Há 45 anos em operação, o trem japonês é silencioso e sua emissão de gás carbônico é bem menor do a que dos outros sistemas. Por isso, o Shinkansen seria “o mais adequado ao Brasil”.

A crise econômica e as relações nipo-brasileiras

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Placa de agradecimento ao embaixador (Zanotto, Tanaka, Yogui e Shimanouchi)
Ken Shimanouchi disse que empresas japonesas no Brasil têm enfrentado dificuldades e espera que a economia brasileira se recupere logo. Um dos fatores que aumenta “a importância do Brasil é a sua posição como primeiro fornecedor do mundo de muitos produtos; e de ser um dos maiores abastecedores de outros recursos”. Há ainda outros projetos em estudo.

Para o embaixador japonês, dois temas “podem ter relevante significado nas relações nipo-brasileiras”: a liderança do Japão na revolução do carbono com a bateria solar, os automóveis ecologicamente corretos e eletrodomésticos com baixo consumo de energia; e os atrativos do Japão, como o turismo e a cultura pop japonesa (mangá, animê e moda).

Assim, a relação Brasil-Japão constitui em uma “parceria ideal”. “Não dá para negar a força da integração dessas duas culturas, da dimensão humana e até mesmo a semelhança nos mais surpreendentes aspectos. Esse laço sanguíneo que nos torna especiais, é o diferencial positivo da nossa natural cumplicidade e convivência harmoniosa.”

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No coquetel, a saudação de Orídio Shimizu, superintendente do Banco Real
De acordo com o Shimanouchi, o êxito do Centenário criou condições para impulsionar ainda mais as relações entre o Brasil e o Japão. O laço entre os descendentes e os não-descendentes estreitam-se cada vez mais. Jovens descendentes assumem papel de ponte entre os dois países, dinamizando a sociedade nipo-brasileira.

O seminário foi encerrado com saudações aos 80 Anos da Imigração Japonesa na Amazônia e com a certeza de que “as relações nipo-brasileiras terão um futuro brilhante, pois não existe no mundo, um relacionamento bilateral com tamanho potencial e afinidade”.


Fotos: Célia Abe Oi


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>>> Dia 13 de maio, palestra do embaixador do Japão Ken Shimanouchi
 
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