Pavilhão Japones

Símbolo da amizade entre dois países

Construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação.

Naquela época estava sendo inaugurado o Parque do Ibirapuera, marco do IV Centenário.

Coube a Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico do Parque, mas entre os espaços idealizados pelo arquiteto uma construção não apresenta seus traços. Trata-se do Pavilhão Japonês, que tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas, tendo como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador em Kyoto.

O Pavilhão Japonês foi transportado desmontado, em navio, e reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros.

Sua construção aqui contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. Construído às margens do lago do Parque é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, jardim, além de um belíssimo lago de carpas.

Seu projeto foi executado pelo professor Sutemi Horiguchi (da Universidade Meiji) e baseia-se em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (área destinada à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), incluindo chashitsu (sala para cerimônia de chá), bem como outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.

A sala de cerimônia do chá foi inaugurada em 1954 com a presença do grão-mestre herdeiro Sen Soko (posteriormente, 15º Grão Mestre da Escola Urasenke de Cerimônia do Chá). O lago recebeu os primeiros nishikigoi (carpas coloridas) no início de 1970, por iniciativa da Associação Brasileira de Nishikigoi – com capacidade para cerca de 100 mil litros de água, abriga cerca de 320 carpas.

O Salão de Exposição abriga peças originais e réplicas dos “tesouros japoneses”, representando linguagens artísticas e artesanais de diferentes períodos; doadas e consignadas pelo governo do Japão, entidades, empresas e personalidades diversas. Parte deste acervo foi exposto durante as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

Perfeito estado de conservação

Tombado pelos órgãos municipal e estadual, o Pavilhão Japonês tem sido restaurado pela Nakashima Komuten, tradicional empresa japonesa na construção e restauração de pontes e moradias de madeira. Seu presidente, Norio Nakashima, realizou obras em 1988, 1998 e 2013, sempre de forma voluntária.

Este é um dos raros pavilhões, fora do Japão, a manter suas características em perfeito estado de conservação. O outro se localiza nos Estados Unidos e é conhecido como “Shofuso” – Solar do Pinheiro e do Vento, construído, também em 1954 e atualmente está instalado no Fairmount Park, em Filadélfia.

Ilustres visitantes estiveram no Pavilhão Japonês sendo que seu jardim exibe alguns marcos destas visitas, como a homenagem da Cidade de São Paulo à comunidade nipo-brasileira em 18 de junho de 1978, por ocasião da visita do casal de príncipes herdeiros Michiko e Akihito.

 

Local: Parque do Ibirapuera – portão 10
(próximo ao Planetário e ao Museu Afro Brasil – mapa no final desta página)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo – SP
(a cerca de 5 quilômetros do Metrô Santa Cruz)

Funcionamento: quarta-feira, sábado, domingo e feriados
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h

Informações:
(11) 5081-7296 ou pavilhao@bunkyo.org.br
(11) 3208-1755

Contribuição adulto: R$ 10,00
Estudante com carteirinha: R$ 5,00
Idosos a partir de 60 anos: R$ 5,00 (Lei 10.741/2003 – Estatuto do Idoso)
Crianças de 5 a 12 anos: R$ 5,00
Crianças até 4 anos: isento

CURIOSIDADES

  • Monumento símbolo de amizade e intercâmbio entre japoneses e brasileiros, construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação (naquela época estava sendo inaugurado o Parque Ibirapuera, marco do IV Centenário).

     

  • Desde 1955, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) tem sido responsável pela administração, manutenção e promoção de eventos no local e, para preservar suas características, as restaurações no Pavilhão têm sido cuidadosamente executadas.

     

  • Seu jardim exibe alguns marcos destas visitas, como a homenagem da Cidade de São Paulo à comunidade nipo-brasileira em 18 de junho de 1978, por ocasião da visita do casal de príncipes herdeiros Michiko e Akihito. Recentemente, o ipê branco que foi plantado pelos príncipes Akishino e Kiko, que visitaram o Brasil pela comemoração dos 120 anos do tratado de amizade entre os dois países.

     

  • Seu projeto foi executado pelo professor Sutemi Horiguchi (da Universidade Meiji) e baseia-se em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (área destinada à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), incluindo chashitsu (sala para cerimônia de chá), bem como outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.
  • A principal característica do Pavilhão Japonês é o emprego dos materiais (madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros) e técnicas tradicionais japonesas de construção em madeira utilizando ensambladuras, tendo como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador em Kyoto.

     

  • Sua construção aqui contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. O Pavilhão ocupa uma área às margens do lago do Parque e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, incluindo uma sala de cerimônia do chá, salão de exposição, jardins, além de um belíssimo lago de carpas.

     

  • Visitado pela maioria das autoridades japonesas que vieram ao Brasil, o Pavilhão Japonês é um monumento que simboliza o sentimento de gratidão do Japão ao povo brasileiro pela acolhida aos imigrantes japoneses.

  • O Salão de Exposição abriga peças originais e réplicas dos “tesouros japoneses”, representando linguagens artísticas e artesanais de diferentes períodos; doadas e consignadas pelo governo do Japão, entidades, empresas e personalidades diversas. Parte deste acervo foi exposto durante as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

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