A visita do premiê Abe ao Pavilhão Japonês

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02ago Shinzo Abe 012 Foto-Gabriel InamineO primeiro-ministro Shinzo Abe, acompanhado da esposa Akie, chegou às 9h ao Pavilhão Japonês, depois de prestar reverências junto ao Memorial dos Imigrantes Japoneses, no Parque do Ibirapuera.

Na entrada, após cumprimentar o grupo encarregado da recepção (Kihatiro Kita, presidente do Bunkyo; Leo Ota, Seiji Ito, Cristina Sagara e Heraldo Guiaro, respectivamente presidente e vice-presidentes da Comissão de Administração do Pavilhão, e Sadao Onishi, ex-presidente dessa Comissão), o primeiro-ministro e comitiva foram ciceroneados por Cristina Sagara.

Inicialmente, pararam em frente ao marco da visita ao Brasil feita, em 1967, pelos príncipes herdeiros Akihito e Michiko. Depois seguiram para outro extremo do jardim, até o marco do Centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação que foi inaugurado pela então princesa Sayako, em 1995.

DSC 3106A programação oficial previa que a cicerone deveria comentar sobre o pinheiro plantado por Junichiro Koizumi, em sua visita em 2004. Diante da informação de que a planta havia crescido mais do que o dobro, o premiê fez questão de conferir de perto e chamou o fotógrafo oficial posando ao lado planta. “Quero mostrar ao meu amigo como o pinheiro que ele plantou está crescendo vigoroso”, comentou.

Ainda no jardim do Pavilhão Japonês, foi convidado a plantar uma muda de pau-brasil. Solícito, juntamente com a esposa Akie, segurou a pequena pá com vigor e, sem pressa, colocou cerca de 15 porções de terra junto ao caule. Depois de firmar a terra com a pá, ele mesmo regou o local. “A planta precisa de água para sobreviver”, comentou. Depois, segurou firme o tronco, junto com a esposa, como se pedisse “cresça firme”.

DSC 3127Em seguida, a comitiva se dirigiu ao hall da Sala de Exposição, sentou-se na mesa para assinar o livro de visitantes. Sem pressa, e com todo capricho, registrou sua passagem pelo Pavilhão, depois entregou o livro para que a mulher também registrasse sua assinatura.

No local foram instalados dois painéis sobre o Pavilhão Japonês, que neste ano completa 60 anos. Um deles trazia uma breve referência histórica do Pavilhão, indicando também a existência de um lago de carpas, fato que despertou a curiosidade do primeiro-ministro. Em outro, que se referia aos ilustres visitantes, quatro fotos lhe chamaram a atenção: as imagens de seu avô, Nobusuke Kishi que, quando também exercia o cargo de primeiro-ministro do Japão, visitou o Brasil em 1959. No Pavilhão, Kishi visitou uma exposição sobre empresas nipo-brasileiras especialmente montada para a ocasião. Em outra foto, aparecia a recepção com três mil pessoas.

DSC 3144Uma das fotos chamou sua atenção em especial – o avô ao lado do presidente da República, Juscelino Kubistchek. O premiê chamou a esposa e apontou o traje de gala do avô. Comentou que, como o Pavilhão completa 60 anos de idade, na época dessa visita ainda era moleque, mas que se lembrava que o avô comentara emocionado sobre essa viagem e que nunca tinha visto imagens desses momentos.

Depois de posar para fotos, junto com sua comitiva e anfitriões, o premiê seguiu para o Fórum Econômico Japão-Brasil, seu compromisso seguinte. O primeiro-ministro Abe, que ao contrário de outros ilustres visitantes não foi até a sacada do Pavilhão para jogar ração para as carpas, perguntou sobre a localização do lago. Inicialmente, pensou que esses peixes eram criados no grande lago do Parque e ficou surpreso ao saber que ficava na ala que não visitara.

Na saída do Pavilhão, antes de seguir para o Fórum Econômico, no bairro de Pinheiros, antes de subir no carro oficial, cumprimentou vários transeuntes do Parque; e chegou a ganhar um boné com a inscrição “Neymar”. Sorridente, colocou-o na cabeça, demonstrando conhecer o nosso ídolo do futebol.

DSC 3166Já a esposa, que se dirigiu ao Parque do Carmo, na zona leste, a bordo de uma Mitsubishi Pajero preta (devidamente equipada e usada durante a Copa do Mundo), foi diretamente ao local das esculturas de Kota Kinutani feitas para comemorar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, em 2008.

Lá, foi recebida pelo escultor Kota (velho conhecido da família), que veio especialmente do Japão para esse compromisso. Apesar de trajar saia rodada e calçar salto alto, a visitante fez questão de subir em uma das esculturas. Depois, no Festival das Cerejeiras, juntou-se espontaneamente na animada roda de bon odori – só deixou o grupo de dança depois de avisada que era hora de sair para outro compromisso.

Rapidamente, deslocou-se para o bairro da Liberdade, fazendo uma parada de 10 minutos na Praça da Liberdade, antes de chegar ao Bunkyo.

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