Em São Paulo, os representantes da Força Marítima do Japão

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01Nos últimos dias 5 e 6 de agosto, em comemoração aos 120 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, esteve ancorado no porto de Santos o Esquadrão de Treinamento da Força Marítima de Autodefesa do Japão.

Ela é composta pelos navios de treinamento Kashima e Shimayuki e pelo navio de escolta Yamagiri, com cerca de 710 militares, incluindo 169 guardas-marinhas recém-formados na academia militar como aspirantes a oficiais.

12Estiveram em Santos os navios Yamagiri e Shimayuki e seus tripulantes, e, a exemplo das visitas anteriores da Esquadra, cumpriram uma intensa programação, não somente para receber os visitantes em seus navios, como também estabelecer contatos com representantes locais.

No dia 5 de agosto, cerca de 300 militares estiveram em São Paulo, no Grande Auditório do Bunkyo para a recepção de boas-vindas. A cerimônia, além de representantes das entidades nipo-brasileiras e seus convidados, contou com a presença dos Capitães de Fragata, Seiichi Hashimoto (comandante do Yamagiri) e Seiichi Koakutsu (comandante do Shimayuki) e do cônsul-geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae.

01Após as saudações de boas-vindas, realizou-se a cerimônia de troca de presentes. Depois, os representantes das associações receberam os visitantes de sua respectiva província para o almoço de confraternização. Ao todo, foram 44 associações de províncias envolvidas nessa recepção.

No dia seguinte, a partir das 18h30, desta vez, os representantes das entidades nipo-brasileiras foram recepcionados pelos militares e pelo Consulado Geral do Japão, no navio Yamagiri, no porto de Santos.

Entre os presentes, que somaram perto de 150 convidados, também estavam algumas autoridades locais e representantes da Marinha brasileira.

02No cardápio, além dos sushi/sashimi, yakitori, tempurá e uma variedade de pratos ocidentais, destaque para o curry rice, prato tradicionalmente servido nos navios da Marinha japonesa.

Shunsuke Nojiri, um dos recém-formados da academia militar, justificou que esse costume é uma maneira de estabelecer uma referência do dia da semana durante a viagem em alto mar. “Quando nos servem karê, sabemos que é sexta-feira”, contou.

03“É famosa essa história de que na Marinha japonesa se serve o melhor karê”, afirmou um dos nikkeis que acabara de se servir de mais uma porção. “Fiz questão de comprovar essa conversa. E é bom mesmo. Este é o meu terceiro prato”, afirmou, insinuando que estava disposto a pedir a quarta porção!

Nesse clima de descobertas mútuas, Okajima, 25 anos, um dos tripulantes do Yamagiri, natural da província de Nagano, afirmou que estava muito grato com a receptividade da associação de sua província e dos nipo-brasileiros.

04Contou que partiu com a Esquadra no dia 21 de maio último para uma rota de treinamento de 160 dias, com passagem por 12 países e escala em 16 portos. Já havia passado pela famosa base naval de Pearl Harbor (EUA), Guatemala, Honduras, Colômbia e República Dominicana. Mas, somente no Brasil, na escala em Santos, tivera a oportunidade de estabelecer mais contato com os habitantes locais.

“Poder estabelecer a comunicação na língua japonesa é muito bom”, destacou dizendo que, nas paradas antes do Brasil, puderam sair para conhecer as cidades, mas em trajes civis. “Esta é a primeira vez, nesta viagem, que colocamos nossos uniformes e somos recepcionadas desta forma tão especial”. Disse que ficou surpreso com o tamanho de São Paulo e lamentou a falta de tempo para conhecer mais sobre a cidade.

20Já Nojiri, concorda e acrescenta que, gostaria de ter uma nova chance de visitar o nosso país. Aos 25 anos de idade, natural da província de Shizuoka, ele afirma que pretende seguir carreira na Marinha, “embora a possibilidade de ser piloto de avião não desagrade”.

Conta que, nas últimas décadas, a carreira militar não tem tido grande aceitação entre os jovens japoneses. No entanto, após o terremoto de Fukushima, em 2011, as ações desempenhadas pelas Forças de Autodefesa para socorrer as vítimas e auxiliar na reconstrução local tiveram repercussão positiva na população e refletirão no aumento de interessados. “Muitos descobriram que as possibilidades de atuação são as mais variadas”, reforçou.

Perguntado sobre o motivo da escolha pelo curso na academia militar, Nojiri foi enfático: “Quero contribuir para o bem de meu país”. Filho único, conta que o pai apoiou sua opção, mas a mãe resistiu. No final, concordou: “se é isso que você deseja”, teria dito.

No dia 8 de agosto último, a Esquadra zarpou em direção do Uruguai, prosseguindo depois para a Argentina, Chile, Peru, Nicarágua, México e a última parada em Hilo, no Havaí (EUA), para chegar ao Japão somente no próximo dia 27 de outubro.

Fotos da Recepção no Grande Auditório do Bunkyo, em São Paulo

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Fotos do Coquetel, em Santos

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