André Korosue recebe Medalha Anchieta

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01A presença de representativas autoridades como o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae; o deputado federal Walter Ihoshi; o deputado estadual Hélio Nishimoto; os vereadores Masataka Ota e Aurélio Nomura, o presidente de honra do Bunkyo, Kokei Uehara, e o presidente do Enkyo, Yoshiharu Kikuchi, representou com fidelidade o significado da homenagem prestada a André Korosue, presidente da Associação Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono. O evento aconteceu no último dia 22 de novembro, na sessão solene realizada na Câmara Municipal com a outorga da Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo.

Este título, que é concedido a personalidades (e entidades) que, por meio de suas atividades, conquistaram admiração e respeito dos paulistas foi concedido a Korosue por iniciativa do vereador Masataka Ota.

Na sessão solene realizada na noite do dia 22 de novembro, o proponente justificou que a honraria significava “o reconhecimento de sua relevante contribuição voltada à assistência e ao amparo das pessoas com necessidades especiais”.

02Para o vereador Ota esta homenagem ao presidente do Kodomo-no-Sono também é uma oportunidade para “uma reflexão para dedicar mais atenção aos detentores de necessidades especiais”.

André Korosue, por sua vez, admite que ainda é cedo para receber tamanha honraria, mas reconhece que esta homenagem é um estímulo para se esforçar mais e intensificar sua dedicação.

Agradeceu a família e, principalmente, aos filhos que o levaram a sempre praticar o bem. Agradeceu ainda o apoio de seus amigos, seu “maior patrimônio” e com quem conta para a continuidade dessas atividades de assistência social.

03Korosue, 64 anos, nascido no bairro de Pinheiro na capital paulista, está em sua 2ª gestão como presidente da Assistência Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono, que presta assistência a 80 pessoas.

Divide esta função com a de presidente da Comissão de Música e Dança Folclórica Japonesa (Gueinosai) do Bunkyo e é sócio-diretor da Coinfo Informática desde 1989.

Acompanhando sua trajetória podemos dizer que, até o momento, no mínimo, ela foi bastante movimentada.

Em 1974 formou-se na Faculdade de Física da USP, profissão que pouco exerceu. Desde os 19 anos, lecionava em escoa estadual e ao se formar foi contratado pelo Curso Objetivo, onde foi professor até 1985.

Na área de assistência social, contribuiu para a difusão do método Akaboshi de Musicoterapia voltado à reabilitação de deficientes físicos, mentais e de terceira idade. Também atuou como intérprete do professor Takeshiko Akaboshi criador do método em suas palestras no Brasil.

04Sócio-fundador da Associação Brasileira de Voluntários em Musicoterapia, foi presidente no biênio de 2003/2004.

Quando jovem, foi jogador de beisebol no Coopercotia, fez judô na Academia do Prof. Shinohara e tênis de mesa na Assistência Cultural e Esportiva Piratininga. Aliás, também frequentou o famoso Curso de Admissão Ginasial mantido pelo Piratininga nos anos 1960, fundamental para que ingressasse no Instituto de Educação Fernão Dias Pais, na época, considerado uma das melhores escolas de São Paulo.

Aos 13 anos participava de programas de auditório da comunidade nipo-brasileira e chegou a ser jurado do Concurso de Karaokê no programa “Imagens do Japão” e comentarista do Campeonato Japonês de Futebol Profissional (J League) na TV Cultura nos anos de 1980.

A aproximação com o Kodomo-no-Sono aconteceu em 1971 como auxiliar do diretor da entidade durante as reuniões com os pais. Atuava como intérprete, porque na época usava-se somente o japonês nas reuniões, dificultando o entendimento de quem não conhecia a língua.

Em 1981 foi escolhido para presidir a Associação de Pais e no ano seguinte, passou a fazer parte da diretoria da entidade.

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