Na comemoração dos 66 anos do Pavilhão Japonês, Bunkyo recebe recursos para obras de acessibilidade.

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Tombado pelos órgãos municipal e estadual de preservação do patrimônio histórico e cultural, o Pavilhão Japonês prepara-se para proporcionar plena acessibilidade aos seus visitantes.

Construído em 1954 durante a comemoração do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, o Pavilhão tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas. Desde 1988, graças às ações voluntárias da empresa Nakashima Komuten do Japão, o edifício tem garantido a manutenção de suas instalações originais.

A par dos cuidados com a preservação, persistia a necessidade de dotar os equipamentos de acessibilidade aos visitantes.

“Neste ano, ao comemorar o 65º aniversário do Bunkyo e 66º aniversário do Pavilhão Japonês, queríamos celebrar essas datas proporcionando acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes”, afirma Cláudio Kurita, presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês.

“No entanto, com as restrições da pandemia e fechamento do Pavilhão e do Parque Ibirapuera, achava difícil concretizar esse projeto de acessibilidade”, apesar da criação da “Campanha Amigo”, os valores arrecadados acabaram sendo utilizados para o pagamento de colaboradores e manutenção básica do espaço.

“Foi uma coisa extraordinária receber a notícia de aprovação do recurso para a obra, publicada no Diário Oficial do Município no último dia treze”, garantiu Kurita.

Ele se refere ao anúncio da aprovação do recurso para o termo de fomento com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, destinado às obras de acessibilidade do Pavilhão Japonês, graças a gestão do parlamentar  vereador nikkei, Rodrigo Hayashi Goulart (PSD), presidente da Comissão Extraordinária de Turismo, Lazer e Gastronomia na Câmara Municipal de São Paulo.

O projeto arquitetônico está sendo conduzido pelos arquitetos Elisabete Emi Niwa e Takashi Saito que tem como escopo a rampa de acesso, a instalação de banheiro adaptado e de elevador.

De acordo com o presidente Kurita, os arquitetos têm seguido as orientações da empresa japonesa Nakashima Komuten, especialista em construções tradicionais de madeira e espera terminar as obras ainda este ano.

Para admirar as belezas especiais

“Estou muito satisfeito em possibilitar a melhoria de acessibilidade ao Pavilhão Japonês”, afirmou o vereador nikkei Rodrigo Hayashi Goulart, ao anunciar a aprovação do termo.

“Reconhecemos o marcante significado do Pavilhão, tanto na história do intercâmbio Brasil-Japão, bem como, no universo cultural e turístico da cidade de São Paulo”, ressalta, ao justificar o esforço em viabilizar o projeto.

Localizado no coração do Parque Ibirapuera, “o Pavilhão Japonês é um recanto especial não só da cultura tradicional japonesa, como também um cantinho de paz e harmonia com a natureza”, afirma o vereador Goulart, “e acredito que, com as novas instalações, podemos oferecer aos cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, tais como os idosos, o acesso amplo a todos os locais do Pavilhão. No Salão Principal, por exemplo, poderão admirar a beleza da simplicidade de uma autêntica sala de chá e, da sacada, observar os movimentos das centenas de carpas coloridas”.

“Estamos muito felizes com a aprovação dos recursos para as obras de acessibilidade”, destacou Renato Ishikawa, presidente do Bunkyo, “e profundamente gratos pelos esforços do jovem vereador Rodrigo Hayashi Goulart que, finalmente, está nos propiciando condições para atender às reivindicações de muitos de nossos visitantes”.

Claudio Kurita (à dir.) com o vereador Rodrigo Hayashi Goulart entre os arquitetos Takashi Saito e Emi Niwa

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