Até 28/02, Pavilhão Japonês tem concertos de música clássica japonesa aos finais de semana

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DSC 3950Prossegue até 28 de fevereiro a programação especial da mostra O Olhar Japonês no Brasil, realizada no Pavilhão Japonês, no Parque Ibirapuera. O evento reúne exposições de Arte Craft, Bonsai e Ikebana e, aos finais de semana, apresenta concertos de música clássica japonesa.

Em comemoração aos 462 anos da cidade de São Paulo, o Pavilhão permanecerá aberto à visitação todos os dias até o aniversário da capital paulista. O público terá a oportunidade de aproveitar o feriado num passeio pelo Parque Ibirapuera, com uma parada no Pavilhão Japonês para ver o lago de carpas, os belos jardins ornados com obras de arte, as árvores em miniatura (com alguns exemplares com mais de 80 anos) e os arranjos florais.

Para complementar esta programação cultural, aos sábados, às 15h, haverá apresentação dos concertos de música clássica japonesa. Aos domingos, a atividade será realizada às 11h. Com cerca de uma hora de duração, os programas tem como principal elemento inspirador a “Natureza” e nos mostram períodos expressivos da história do Japão: a era Feudal, o período Edo, a Restauração Meiji e era Moderna – expressos nos acordes do shakuhachi, koto e shamisen. Diferentes grupos da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa farão as apresentações.

Esta programação conta com o apoio da Nissan, que está realizando sua primeira ação conjunta com o Bunkyo no evento O Olhar Japonês no Brasil, evento cultural que simboliza um marco comemorativo dos 120 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão e ressalta o papel do Pavilhão Japonês no relacionamento entre os povos desses países.

EXPOSIÇÕES

Arte Craft – Comissão de Arte Craft do Bunkyo

A exposição reúne obras de 30 artistas em cerâmica, tintura natural, shippo-yaki, boneca tôsso, arte em metais e oshibana. A Arte Craft envolve a criação de objetos a partir de elementos básicos da natureza como ar, água, terra e fogo com a utilização de matérias-primas variadas como madeira, vidros, tecidos, argila, metal, flores, folhas, bambu, tecidos tingidos, tecidos produzidos em tear manual, entre outros.

Bonsai – Bonsai Kai

Reunindo 75 bonsais de idades e espécies variadas, têm entre seus exemplares mais velhos um Ficus de 90 anos e um Pinheiro Negro de 80 anos. Na prática, Bonsai é a arte de selecionar uma planta que tenha o potencial de se transformar numa réplica em miniatura de sua equivalente na natureza.

Ikebana – Escola Ikenobo Nambei Shibu

A Ikebana refere-se ao arranjo executado com flores e folhas vivas. Esta arte surgiu com a Escola Ikenobo há mais de 550 anos, cuja trajetória inclui arte tradicional e arte criativa, em que ambas interagem continuamente, encorajando novos desenvolvimentos na ikebana dos dias atuais. A Escola Ikenobo Nambei Shibu é a mais antiga escola sediada no Brasil, fundada em 1960, e congrega cerca de 120 associados.

PROGRAMA DOS CONCERTOS DE MÚSICA CLÁSSICA JAPONESA

SÁB. 23/01 – 15:00H – SANKYOKU
Shakuhachi: Shen Kyomei Ribeiro / Koto: Utahito Kitahara / Shamisen: Kooichiro Kawasoe
Sankyoku significa música em trio, considerado a base da música clássica japonesa reúne shakuhachi, koto e shamisen. Em muitas músicas, o tocador do koto também canta.

DOM. 24/01 – 11:00H – KINKO RYU SHAKUHACHI (HONKYOKU) – Shen Kyomei Ribeiro
Honkyoku é considerado a música original para shakuhachi. São 36 cantos budistas, originalmente tocados nos templos, que foram transcritos para o shakuhachi solo, no século 16, pelo monge samurai Kinko Kurosawa, criando assim o estilo “Kinko”.

SÁB. 30/01 – 15:00H – MYAGUI KAI DO BRASIL
DOM. 31/01 – 11:00H – MYAGUI KAI DO BRASIL
O Grupo Myagui do Brasil, hoje liderado pela professora Reiko Nagasse, desenvolve um trabalho de divulgação, ensino e pesquisa da música clássica japonesa. Traz para este encontro novos arranjos para interpretar a música clássica em grupo.

SÁB. 06/02 – 15:00H – GRUPO SEIHA DO BRASIL
O Grupo Seiha do Brasil tem a liderança da professora Utahito Kitahara e traz para os estudantes do Brasil a experiência da tradicional escola Seiha do Japão. Neste concerto teremos o Sankyoku em conjunto.

DOM. 07/02 – 11:00H – GRUPO MIWA KAI E SHINZAN KAI DO BRASIL
Neste concerto apresentamos o encontro de duas escolas, uma de koto e outra de shakuhachi, que revelam, a partir do Sankyoku, novas possibilidades para concerto em grupo.

SÁB. 13/02 – 15:00H – TRIO KAGURAZAKA
Shakuhachi: Shen Kyomei Ribeiro / Koto e shamisen: Utahito Kitahara / Shamisen e acordeon: Gabriel Levy
Formado há cinco anos, o Trio Kagurazaka inova com a presença do acordeon de Gabriel nos diferentes arranjos com a música clássica japonesa, além da música brasileira interpretada por instrumentos japoneses somados ao canto de Utahito e o shakuhachi de Shen.

DOM. 14/02 – 11:00H – GRUPO MIN
O Grupo Min vem nos brindar com uma coletânea de “min’yo”: música folclórica japonesa, música do campo dos festivais, música para cantar e dançar. Um grupo de jovens que traz para este encontro a qualidade de uma nova safra de músicos.

SÁB. 20/02 – 15:00H – TRIO
Shakuhachi: Akyo Yamaoka / Violoncelo: Chuji Kumai / Canto: Kuniko Kumai
A partir do Sankyoku, a formação tradicional para música clássica japonesa, temos este trio original, que mantém o shakuhachi e inova com o canto e o violoncelo, interpretando melodias tradicionais japonesas.

DOM. 21/02 – 11:00H – GRUPO SEIHA DO BRASIL
O Grupo Seiha apresenta neste concerto os alunos que estão em fase de formação musical, mas já com muita técnica, na execução do koto e shamisen, além de músicos de shakuhachi que atuam como convidados.

SÁB. 27/02 – 15:00H – GRUPO MIWA KAI, SHINZAN KAI DO BRASIL E CORAL, MAESTRINA MIRIAN OTACHI MURAKAMI
Para este concerto os Grupos Miwa kai e Shinza kai, além do koto, shakuhachi e shamisen, irão tocar em conjunto com um grupo coral – oportunidade rara no Brasil para apreciar os instrumentos clássicos japoneses em ação com uma formação tradicionalmente europeia.

DOM. 28/02 – 11:00H – CONCERTO DE ENCERRAMENTO COM APRESENTAÇÕES SOLOS DOS PARTICIPANTES
O último concerto da série será dedicado à música solo, um momento de reflexão para os tocadores deste ciclo de concertos em comunhão com o público. Oportunidade de se contemplar a arquitetura de nosso Pavilhão Japonês com uma trilha sonora ao vivo.

Curadoria: Shen Kyomei Ribeiro

 

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